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segunda-feira, 30 de maio de 2011
No Brasil... política é jogo.
É o seguinte. Como a maioria deve saber, o petista Antonio Palocci voltou a fazer parte do cenário político, mas com isso chegou a polêmica do seu enriquecimento repentino. Como aqui no Brasil, as denúncias entre políticos só acontecem quando o que denuncia e o denunciado são de partidos rivais, a polêmica só começou após a notícia do possível retorno de Palloci à casa civil. Então tudo se trata de jogo político, como sempre.
Mas esta disputa não se restringe a partidos rivais, ela também ocorre entre ditos aliados. O PMDB, que não é bobo nem nada, já começa a chantagiar o PT a fim de conseguir mais força no governo. Ao que tudo indica, aliás é o que quase todos já sabiam, a união entre os dois partidos era só uma jogada eleitoral, para garantir a vitória em eleições etc.
O PT está tendo mais trabalho em negociar com seus "aliados" do que com a oposição.
Em resumo este é o cenário da política nacional, nada de ideias, só interesses. A política parece existir só por existir, por ela mesma.
domingo, 22 de maio de 2011
Maconha: qual dos mercados?
Recentemente, publiquei aqui no blog um texto que procurava retratar a minha visão sobre a legalização da maconha. Este pode ter ficado um pouco obscuro em certos pontos, pois o que acabei realizando foi apenas a contraposição de argumentos utilizados pelos adeptos da legalização da erva.
Ao ligar a TV não é necessário esperar muito tempo para se deparar com um comercial incentivando o consumo de bebidas alcoólicas. Estas propagandas tentam descaradamente enganar o público, passando a ideia de que a utilização dessas substâncias está ligada diretamente ao sucesso pessoal. Desta forma o álcool deixa de ser um divertimento para virar um problema social, pois passa a ter relação com mortes no trânsito, agressões físicas etc. Estas consequências tornam necessárias algumas medidas repressivas como a "lei seca". A situação do alcoolismo no nosso país pode levantar a seguinte pergunta: uma sociedade baseada no consumo, que permite campanhas publicitárias falaciosas prejudiciais ao bem-estar social e individual, está preparada para a legalização do uso livre de substâncias psicoativas?
Imagine a maconha sendo legalizada amanhã. Rapidamente, grupos empresariais do país inteiro ou não, se apressariam em providenciar território para o cultivo da Canabbis sativa (nome científico da maconha), parcerias com comerciantes para a venda da mercadoria, e é claro, propaganda para incentivar o consumo desta. Não seria de se surpreender se os telespectadores se deparassem com um cantor de pagode ou axé da vida no estilo Bob Marley (de trancinha e tudo) cantando Ganja gun com a Tribo de Jah ao fundo fumando um "do bom" (nada contra o reggae, pode até ser considerado um estilo musical de qualidade). Nos dias que seguissem os eventos descritos, aos poucos, cada vez mais pessoas de diversas idades seguiriam em direção aos estabelecimentos que comercializassem o cigarro da marijuana. Sem saber dos seus riscos consumiriam de forma irresponsável, como quase tudo na nossa sociedade, e isso traria muitos problemas.
E os traficantes? Estes provavelmente não traficariam mais a maconha, porém continuariam comercializando outras drogas, e como não compraram armamentos pesados à toa migrariam em direção à prática de outros delitos. Seria o fim de um mercado que prejudica pessoas do mundo todo, e o surgimento de outro, que pode ser considerado tão prejudicial quanto. O primeiro utilizava como armas o chumbo, o segundo a persuasão.
Como toda ação gera uma reação, é necessário avaliar as possíveis reações antes de tomar uma decisão. O debate deve ser levado a sério, mas não pode ser isolado, isto é, deve ser levado em conta o contexto do problema, e relacioná-lo a outras discussões. Discussões que tentem repensar o modo de agir da nossa sociedade, sem simplificar os problemas, sem banalizar (o chamado "liberar ou proibir geral"). Afinal nos foi dado um cérebro para isso, uma cultura que torna até o consumo de comida em excesso uma realidade e problema, deve ser repensada, começando pelas questões maiores.
Enquanto no Brasil discutimos pelo prazer de levantar uma bandeira...
Ao ligar a TV não é necessário esperar muito tempo para se deparar com um comercial incentivando o consumo de bebidas alcoólicas. Estas propagandas tentam descaradamente enganar o público, passando a ideia de que a utilização dessas substâncias está ligada diretamente ao sucesso pessoal. Desta forma o álcool deixa de ser um divertimento para virar um problema social, pois passa a ter relação com mortes no trânsito, agressões físicas etc. Estas consequências tornam necessárias algumas medidas repressivas como a "lei seca". A situação do alcoolismo no nosso país pode levantar a seguinte pergunta: uma sociedade baseada no consumo, que permite campanhas publicitárias falaciosas prejudiciais ao bem-estar social e individual, está preparada para a legalização do uso livre de substâncias psicoativas?
Imagine a maconha sendo legalizada amanhã. Rapidamente, grupos empresariais do país inteiro ou não, se apressariam em providenciar território para o cultivo da Canabbis sativa (nome científico da maconha), parcerias com comerciantes para a venda da mercadoria, e é claro, propaganda para incentivar o consumo desta. Não seria de se surpreender se os telespectadores se deparassem com um cantor de pagode ou axé da vida no estilo Bob Marley (de trancinha e tudo) cantando Ganja gun com a Tribo de Jah ao fundo fumando um "do bom" (nada contra o reggae, pode até ser considerado um estilo musical de qualidade). Nos dias que seguissem os eventos descritos, aos poucos, cada vez mais pessoas de diversas idades seguiriam em direção aos estabelecimentos que comercializassem o cigarro da marijuana. Sem saber dos seus riscos consumiriam de forma irresponsável, como quase tudo na nossa sociedade, e isso traria muitos problemas.
E os traficantes? Estes provavelmente não traficariam mais a maconha, porém continuariam comercializando outras drogas, e como não compraram armamentos pesados à toa migrariam em direção à prática de outros delitos. Seria o fim de um mercado que prejudica pessoas do mundo todo, e o surgimento de outro, que pode ser considerado tão prejudicial quanto. O primeiro utilizava como armas o chumbo, o segundo a persuasão.
Como toda ação gera uma reação, é necessário avaliar as possíveis reações antes de tomar uma decisão. O debate deve ser levado a sério, mas não pode ser isolado, isto é, deve ser levado em conta o contexto do problema, e relacioná-lo a outras discussões. Discussões que tentem repensar o modo de agir da nossa sociedade, sem simplificar os problemas, sem banalizar (o chamado "liberar ou proibir geral"). Afinal nos foi dado um cérebro para isso, uma cultura que torna até o consumo de comida em excesso uma realidade e problema, deve ser repensada, começando pelas questões maiores.
Enquanto no Brasil discutimos pelo prazer de levantar uma bandeira...
sábado, 21 de maio de 2011
Momento cuticuti
É dificil achar vídeos interessantes sobre crianças hoje em dia, é tudo igual ou muito parecido, mas este eu gostei por algum motivo...
Tirei desse canal
Tirei desse canal
domingo, 15 de maio de 2011
O fim da celebridade terrorista
Um pouco de conspiração...
Dia dois de maio de 2011, é anunciada a morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. A população dos EUA comemora, seu presidente Obama mais ainda. A sede de vingança do povo estadunidense foi saciada, a de alguns grupos radicais islâmicos acaba de ganhar mais força.
Nascido em 1957, descendente de um família extremamente rica da Arábia Saudita, em 1968 teve seu pai morto em um acidente de avião e herdou uma grandiosa fortuna. Na sua adolescência começou a ter contato com grupos extremistas islâmicos. Em 1979 vai para o Afeganistão a fim de participar da defesa do país contra o avanço soviético, com isso recebe apoio dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. No período posterior funda a Al-qaeda, com intuído de consolidar na região predominantemente islâmica um califado. Sempre repudiou os valores ocidentais, para combatê-los utilizou de práticas terroristas, sua fortuna fez da Al-Qaeda a rede terrorista mais temida do mundo por estar em várias regiões do globo. Em 11 de setembro de 2001 ocorre a queda das torres gêmeas do WTC, além de outras catástrofes, os acontecimentos são atribuídos a Osama Bin Laden que passa a ser o homem mais procurado do mundo. Utilizando a justificativa de neutralizá-lo, o Tio Sam invade o Afeganistão, não consegue encontrá-lo, aproveitando o embalo da "guerra ao terror"ocupa outro país da região, o Iraque que é rico em petróleo e tinha como líder outro antigo aliado, Saddan Hussein, contrariando o mais provável que seria invadir o Paquistão onde provavelmente estaria Osama.
Quase 10 anos se passaram desde os ataques no maior centro financeiro do mundo. Após inúmeros bombardeios, e buscas nos cantos mais remotos de países no centro da ásia, uma operação conduzida pela elite da marinha Ianque invade uma residência próxima a centros militares no Paquistão. Morrem algumas pessoas, entre elas uma a quem dizem ser Bin Laden, que por sinal não tem sua foto divulgada, ao contrário dos outros corpos.
Ao contrário do que fizeram com a morte de Saddam Hussein, onde foi publicado até mesmo um vídeo da morte do ex-ditador, não foi mostrado nem mesmo uma foto de Osama morto, são utilizadas inúmeras desculpas: as imagens seriam muito fortes e poderiam "ferir a moral muçulmana", lembrando que as fotos dos outros mortos são conhecidas por muitos. Depois, Obama diz que as imagens poderiam ser utilizadas como mártires por grupos radicais, o que acontece é que a morte do líder da Al-Qaeda já surtiu efeito nesses grupos. O governo ianque informa que o corpo do líder terrorista foi sepultado no mar em respeito às tradições islâmicas ( quererem respeitar as tradições de uma cultura que sempre foi questionada por suas autoridades a fim de jogar o opinião internacional contra países de maioria islâmica) e justifica a submersão dizendo que nenhum país aceitaria seu corpo, fica aí a pergunta: inúmeras pessoas em países de maioria islâmica estão chorando a morte de Osama, elas não iriam querer ter o seu corpo enterrado? Outra justificativa é a de que o local de sua tumba poderia virar ponto de peregrinação, sendo que os muçulmanos não adoram os mortos, tanto que quando Maomé (o fundador do Islamismo) morreu, não escreveram seu nome na tumba para não virar ponto de peregrinação.
Há teorias levantadas por familiares das vítimas do 11 de Setembro que falam que Osama Bin Laden estaria a serviço da CIA. Essas afirmações são muitas vezes ridicularizadas, mas não são totalmente absurdas, principalmente ao lembrar que o governo dos EUA financiaram Osama Bin Laden para lutar contra a União soviética no contexto da guerra fria.
Aliás, é possível duvidar da versão que hoje é a mais aceita sobre os atentados de 11/09?
Muitos teóricos da conspiração, alimentam a tese de que os ataques do 11/09 não passaram de uma farsa, para isso são utilizadas inúmeras justificativas, que deixam no mínimo uma pulga atrás da orelha daqueles que tem contato com estas.
O fato é que o cadáver do líder terrorista foi omitido, seja pelos motivos divulgados pela mídia, ou por outros desconhecidos pela maioria. Ainda não há uma prova concreta de sua morte, pode ter ocorrido ou não. Mais um fato a ser questionado pelos próximos anos. Porém, morto ou não, há uma quase certeza de que as ações do dito inimigo número um dos EUA pararam por aqui.
Dia dois de maio de 2011, é anunciada a morte do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden. A população dos EUA comemora, seu presidente Obama mais ainda. A sede de vingança do povo estadunidense foi saciada, a de alguns grupos radicais islâmicos acaba de ganhar mais força.
Nascido em 1957, descendente de um família extremamente rica da Arábia Saudita, em 1968 teve seu pai morto em um acidente de avião e herdou uma grandiosa fortuna. Na sua adolescência começou a ter contato com grupos extremistas islâmicos. Em 1979 vai para o Afeganistão a fim de participar da defesa do país contra o avanço soviético, com isso recebe apoio dos Estados Unidos e da Arábia Saudita. No período posterior funda a Al-qaeda, com intuído de consolidar na região predominantemente islâmica um califado. Sempre repudiou os valores ocidentais, para combatê-los utilizou de práticas terroristas, sua fortuna fez da Al-Qaeda a rede terrorista mais temida do mundo por estar em várias regiões do globo. Em 11 de setembro de 2001 ocorre a queda das torres gêmeas do WTC, além de outras catástrofes, os acontecimentos são atribuídos a Osama Bin Laden que passa a ser o homem mais procurado do mundo. Utilizando a justificativa de neutralizá-lo, o Tio Sam invade o Afeganistão, não consegue encontrá-lo, aproveitando o embalo da "guerra ao terror"ocupa outro país da região, o Iraque que é rico em petróleo e tinha como líder outro antigo aliado, Saddan Hussein, contrariando o mais provável que seria invadir o Paquistão onde provavelmente estaria Osama.
Quase 10 anos se passaram desde os ataques no maior centro financeiro do mundo. Após inúmeros bombardeios, e buscas nos cantos mais remotos de países no centro da ásia, uma operação conduzida pela elite da marinha Ianque invade uma residência próxima a centros militares no Paquistão. Morrem algumas pessoas, entre elas uma a quem dizem ser Bin Laden, que por sinal não tem sua foto divulgada, ao contrário dos outros corpos.
Ao contrário do que fizeram com a morte de Saddam Hussein, onde foi publicado até mesmo um vídeo da morte do ex-ditador, não foi mostrado nem mesmo uma foto de Osama morto, são utilizadas inúmeras desculpas: as imagens seriam muito fortes e poderiam "ferir a moral muçulmana", lembrando que as fotos dos outros mortos são conhecidas por muitos. Depois, Obama diz que as imagens poderiam ser utilizadas como mártires por grupos radicais, o que acontece é que a morte do líder da Al-Qaeda já surtiu efeito nesses grupos. O governo ianque informa que o corpo do líder terrorista foi sepultado no mar em respeito às tradições islâmicas ( quererem respeitar as tradições de uma cultura que sempre foi questionada por suas autoridades a fim de jogar o opinião internacional contra países de maioria islâmica) e justifica a submersão dizendo que nenhum país aceitaria seu corpo, fica aí a pergunta: inúmeras pessoas em países de maioria islâmica estão chorando a morte de Osama, elas não iriam querer ter o seu corpo enterrado? Outra justificativa é a de que o local de sua tumba poderia virar ponto de peregrinação, sendo que os muçulmanos não adoram os mortos, tanto que quando Maomé (o fundador do Islamismo) morreu, não escreveram seu nome na tumba para não virar ponto de peregrinação.
Há teorias levantadas por familiares das vítimas do 11 de Setembro que falam que Osama Bin Laden estaria a serviço da CIA. Essas afirmações são muitas vezes ridicularizadas, mas não são totalmente absurdas, principalmente ao lembrar que o governo dos EUA financiaram Osama Bin Laden para lutar contra a União soviética no contexto da guerra fria.
Aliás, é possível duvidar da versão que hoje é a mais aceita sobre os atentados de 11/09?
Muitos teóricos da conspiração, alimentam a tese de que os ataques do 11/09 não passaram de uma farsa, para isso são utilizadas inúmeras justificativas, que deixam no mínimo uma pulga atrás da orelha daqueles que tem contato com estas.
O fato é que o cadáver do líder terrorista foi omitido, seja pelos motivos divulgados pela mídia, ou por outros desconhecidos pela maioria. Ainda não há uma prova concreta de sua morte, pode ter ocorrido ou não. Mais um fato a ser questionado pelos próximos anos. Porém, morto ou não, há uma quase certeza de que as ações do dito inimigo número um dos EUA pararam por aqui.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Ganja, a arma
No mundo, o movimento pela legalização da maconha vem ganhando força. Recentemente no Rio de Janeiro, foi realizada a marcha da maconha, onde "ativistas" adaptaram marchinhas de carnaval para fazer apologia ao uso da erva. Os adeptos utilizam inúmeros argumentos para justificar a legitimidade de sua legalização.
Citação de Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas : "Não estou aqui para fazer apologia à maconha, apenas promover o debate. É uma sociedade alcoólatra e tabagista que condena a legalização da maconha. É hipócrita. " Na fala é utilizado o argumento de que drogas como o álcool e o tabaco são legalizadas, por tanto, discriminar o uso da marijuana é hipocrisia. Todos sabem, ou deveriam saber, que bebidas alcoólicas e cigarros são problemas sociais. Problemas devem ser resolvidos, ou ao menos combatidos, e não utilizados como justificativa para aceitar outros problemas.
Outro argumento, sendo um dos mais utilizados, diz que com a droga sendo legalizada, o tráfico ilegal perderia espaço pois enfrentaria a concorrência do mercado autorizado. Claro que os traficantes ilegais não conseguiriam mais lucrar às custas dos usuários do haxixe, mas isso não faria com que deixassem de existir e procurar outras alternativas para continuar suas práticas ilegais que rendem lucros altíssimos. Mesmo porque a maconha não é o único entorpecente a ser vendido nos pontos de venda ilegais do nosso país, que enfrenta problemas com drogas mais pesadas como a cocaína e seus derivados, como o crack e agora o oxi que para preencher o vazio deixado pela erva na contabilidade do tráfico, poderiam entrar em maiores quantidades nas nossas fronteiras.
A maconha é uma droga, o seu consumo, da mesma forma que o consumo de bebidas alcoólicas e de tabaco, é causado por uma fraqueza do indivíduo que não consegue encontrar satisfação no seu dia-a-dia e por isso a busca em substâncias químicas, mas só a encontra momentaneamente. Seu uso traz mais ônus do que bônus: redução da capacidade de memorização, doenças respiratórias, vício etc. Sendo o último o mais mortal, pois pode destruir famílias, como todos os vícios.
O consumo de drogas de um modo geral, deve ser tratado como um problema social, não é porque algumas são consideradas lícitas que outras devem ser legalizadas. Lembrando que muitas vezes a utilização de uma leva a outra. Legalizar a maconha, é abrir as portas para inúmeras pessoas consumirem não só esta, mas diversas outras drogas. Tudo aquilo que gera um problema social deve ser repelido e não incentivado. É possível sair com os amigos sem beber uma "loira gelada", tomar um café sem fumar, ser feliz sem utilizar qualquer tipo de droga. Procure a felicidade plena não aquela que é passageira e ilusória.
Citação de Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas : "Não estou aqui para fazer apologia à maconha, apenas promover o debate. É uma sociedade alcoólatra e tabagista que condena a legalização da maconha. É hipócrita. " Na fala é utilizado o argumento de que drogas como o álcool e o tabaco são legalizadas, por tanto, discriminar o uso da marijuana é hipocrisia. Todos sabem, ou deveriam saber, que bebidas alcoólicas e cigarros são problemas sociais. Problemas devem ser resolvidos, ou ao menos combatidos, e não utilizados como justificativa para aceitar outros problemas.
Outro argumento, sendo um dos mais utilizados, diz que com a droga sendo legalizada, o tráfico ilegal perderia espaço pois enfrentaria a concorrência do mercado autorizado. Claro que os traficantes ilegais não conseguiriam mais lucrar às custas dos usuários do haxixe, mas isso não faria com que deixassem de existir e procurar outras alternativas para continuar suas práticas ilegais que rendem lucros altíssimos. Mesmo porque a maconha não é o único entorpecente a ser vendido nos pontos de venda ilegais do nosso país, que enfrenta problemas com drogas mais pesadas como a cocaína e seus derivados, como o crack e agora o oxi que para preencher o vazio deixado pela erva na contabilidade do tráfico, poderiam entrar em maiores quantidades nas nossas fronteiras.
A maconha é uma droga, o seu consumo, da mesma forma que o consumo de bebidas alcoólicas e de tabaco, é causado por uma fraqueza do indivíduo que não consegue encontrar satisfação no seu dia-a-dia e por isso a busca em substâncias químicas, mas só a encontra momentaneamente. Seu uso traz mais ônus do que bônus: redução da capacidade de memorização, doenças respiratórias, vício etc. Sendo o último o mais mortal, pois pode destruir famílias, como todos os vícios.
O consumo de drogas de um modo geral, deve ser tratado como um problema social, não é porque algumas são consideradas lícitas que outras devem ser legalizadas. Lembrando que muitas vezes a utilização de uma leva a outra. Legalizar a maconha, é abrir as portas para inúmeras pessoas consumirem não só esta, mas diversas outras drogas. Tudo aquilo que gera um problema social deve ser repelido e não incentivado. É possível sair com os amigos sem beber uma "loira gelada", tomar um café sem fumar, ser feliz sem utilizar qualquer tipo de droga. Procure a felicidade plena não aquela que é passageira e ilusória.
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