sábado, 30 de abril de 2011

O mascote

   Que falta de respeito a minha, faço um desenho escroto no paint, transformo em mascote e nem apresento para os poucos que dão uma olhada nisto aqui:
   É um rato sim (eu sei que parece uma mistura de toupeira com raposa), e é muito feio sim, mas este é o objetivo.
   Ainda não tem nome, que tal Ratonildo? Não, deixa sem nome mesmo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Resumindo a sociedade de consumo

   Este vídeo resume a sociedade de consumo, principalmente a dos EUA, muito bem:


   Infelizmente a sociedade do Brasil está indo pelo mesmo caminho que a deles. Vamos deixar isso acontecer?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Casamento real... fala sério, que coisa mais inútil!

  ATENÇÃO! O texto abaixo pode vir a afetar sua opinião, não tome ele como verdade, apenas leia e reflita.


    Um país governado pelo parlamento. Ou melhor, um reino. Reino? Quer dizer que seus habitantes são súditos? Não. É um reino pois tem uma rainha, uma família real, que por algum motivo tem seus privilégios assegurados. Os reis antigos oprimiam, mas tinham até algumas responsabilidades, como assinar tratados, declarar guerras etc. Mas hoje, os monarcas desta unidade política denominada Reino Unido não passam de meros símbolos, não fazem nada e são idolatrados, protegidos e paparicados. A bajulação é tamanha que o local é chamado de "terra da rainha".
   Mas, a admiração sem motivos por tais figuras ultrapassa a fronteira do tal reino. Prova disso é que você que está lendo este texto agora certamente sabe de um tal casamento de um príncipe e uma "plebéia". A imprensa do mundo todo, inclusive a nossa, teima em empurrar goela a baixo este tema que pode ser comparado a um inútil artigo de revista de fofocas. Não há relevância política, econômica ou social.



   O que meio milhão de pessoas acham que vão ganhar presenciando o casamento destas  outras pessoas? É incrível como nos preocupamos com coisas tão inúteis. Ou o cérebro das pessoas está realmente sendo apodrecido pela cultura imposta, ou há algum interesse obscuro por trás disso que é difícil de entender.

   Vamos aos fatos: um príncipe que viveu num ambiente com inúmeras regalias, patrocinadas pelos cofres públicos do país dele, das quais eu nem posso imaginar, e uma mulher de "classe média", que de forma no mínimo cômica está sendo chamada de plebéia, resolvem casarem-se. Jornais, impressos ou não, revistas com nomes de produto de limpeza que consideram isto o "evento social mais importante do ano" ,começam a "noticiar" o fato. Humanos do mundo inteiro ficam: "-Oh! o príncipe vai se casar, não posso perder essa!" E é claro, a indústria da desinformação não poderia perder a chance. Rapidamente, sites, blogs e afins começam a anunciar que irão fazer a cobertura do evento.
   No fim das contas eles vão viver o "felizes para sempre" que alguns dizem que merecem, e os bajuladores que perderam seu tempo incentivados pela mídia carniceira fofoqueira de plantão vão voltar para suas "vidas normais". Aqui no Brasil irão ligar a TV para a assistir o canal a favor das elites que apoiou a ditadura, ajudou a eleger Collor, e conta histórias de uma favela asfaltada sem crime organizado, e ler jornais que contam a historinha de uma tal de ditabranda.
   Humildemente eu irei fazer um apelo para os poucos que vão ler este singelo texto: vamos nos preocupar com o que realmente preocupa e não com o que querem que você se importe. Largue a rotina das novelas, faça qualquer outra coisa, leia um livro, durma, vá visitar seus parentes e amigos, converse com seus filhos, com sua família. Não acompanhe só um noticiário, e sim vários se possível, lembre-se que todos tem um opinião embutida. Saia desta alienação que faz com que você se preocupe com algo que de maneira alguma irá afetar sua vida. Pondere sobre o voto na vida real e não no que eles dizem ser real (fique de olho). Siga a sua fé, e que ela seja boa, faça o bem ao próximo que ele fará a você, respeite quem merece ser respeitado e não quem é famoso por não fazer nada de útil para a sociedade.

   Enfim, se alguém conseguir me explicar o motivo de tanta ansiedade para este casório, faça isto comentando abaixo, se possível.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Documentário: A doutrina do choque

  Um excelente documentário. Baseado no livro de Naomi Klein de mesmo título, o objetivo é demonstrar a utilização da chamada doutrina do choque para manter as relações de poder no mundo atual. Derruba paradigmas que relacionam o capitalismo à democracia, e mostra o uso da tirania para a implementação deste que também depende de turbulências como a guerra e desastres naturais. Altamente recomendável.



Bom proveito!

domingo, 17 de abril de 2011

A imprensa carniceira e o massacre do realengo

   Esta postagem irá tratadar de uma assunto bastante comentado, o massacre do realengo no Rio de Janeiro. Primeiramente gostaria de deixar claro que lamento a tragédia ocorrida, e torço para que as famílias afetadas possam seguir em frente, e principalmente, espero que coisas do tipo não se repitam.

     Um massacre, sangue, pessoas mortas, assunto polêmico, um prato cheio para a imprensa sensacionalista. Já não bastasse a tragédia, as vidas perdidas, o abalo emocional dos familiares e amigos das vítimas, todo o acontecimento foi temperado por um bombardeio sujo das mais diversas teorias sem fundamentos criadas pelos veículos de comunicação nacionais que parecem não ter nenhum código de ética sobre o que deve e o que não deve ser transmitido. Os formadores de opinião não se dão conta do seu papel, utilizam a sua importância para conseguirem maiores índices de audiência e engrossarem as arrecadações com publicidade.
   Foi um massacre, neste mundo dominado pelo ódio que habitamos não é a primeira vez que acontece. Mas este tinha detalhes que poderiam atrair a atenção do público. Primeiramente, a imprensa focou no fato do ataque ter sido em uma escola, até aí bem compreensível a grande cobertura jornalística, após isto concentraram-se no fato de que a maioria das vítimas eram do sexo feminino, no mínimo curioso, posteriormente divulgaram uma carta escrita pelo autor da barbárie, começando assim uma investigação paralela à policial baseada na publicação de tudo que fosse encontrado sobre o assunto.

   Esta investigação paralela promovida pelo jornalismo carniceiro, que infelizmente atrai grande público neste país, não preocupava-se em esclarecer os fatos, mas sim em divulgar conteúdos que fossem considerados atrativos de audiência. Esta prática já é tradição no Brasil, basta lembrar de casos como o da família Nardoni, da morte de Eloá etc. Principalmente os telejornais das principais emissoras publicavam, e publicam constantemente reportagens apelativas com conteúdos que só poderiam ser analisados de maneira prudente por especialistas na área. Fizeram uma verdadeira biografia de Wellington Menezes de Oliveira, o autor do crime e suicida. Na pressa de tentar esclarecer algo por conta própria, os jornalistas e repórteres não titubearam, foram logo divulgando tudo que ouviam falar sobre o acontecimento. O telespectador se viu no meio de um tiroteio com as mais variadas informações que relacionavam a tragédia a um comportamento do autor que supostamente incluía, fanatismo religioso, distúrbios mentais, crises familiares, isolamento social, traumas de infância por ter sido vítima de bullying etc. No ápice da tragédia, que incrivelmente não foi logo após o acontecimento desta, numa demonstração do mais puro sensacionalismo inconsequente da velha mídia, conseguiram de alguma forma, relacioná-la ao famoso onze de Setembro.
   Mais recentemente houve a divulgação dos vídeos feitos pelo autor do crime. Apesar da mente perturbada, Wellington de Menezes certamente previa que tudo que fez seria retratado como está sendo agora, e por isso deve ter feito esses vídeos com o intuito de não ser esquecido tão cedo e de ser "reconhecido". Infelizmente, ele conseguiu. Os veículos de comunicação em massa seguiram o cronograma imposto por Wellington, ou seja, a publicação do seu material de propaganda. Na pior das hipóteses, outros "garotos" com comportamento semelhante podem se inspirar no ato, já que este recebeu tratamento especial da mídia nacional. O ato de horror começou com uma mente vazia, dominada pelos mais obscuros sentimentos, e ganhou força nas mentes oportunistas e gananciosas da mídia inescrupulosa.
   Para nós, meros espectadores de tudo, resta a torcida pela recuperação das pessoas que sofreram com o acontecimento, e também a esperança para que coisas desse tipo não virem moda, já que grande parte da mídia, com excessão de algumas instituições que prezam pela ética,  fez o seu papel de modo irresponsável ajudando no "mérito" da tragédia.

                                                                                                                                  

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Isoladas no pacífico

   Duas ilhas no oceano pacífico. Ambas são extremamente isoladas, habitadas por tribos nativas, possuem vegetação e fauna características, isoladas do resto do mundo, não importam, são apenas mais duas entre as milhares que existem no pacífico.
   Ficam muito distantes também uma da outra. A primeira é minúscula, tão pequena que é possível ouvir o som do mar de qualquer parte da ilha. Possui pouco mais que algumas centenas de habitantes, mas, devido ao seu tamanho tem uma das maiores densidades populacionais do planeta. Seus habitantes são obrigados a se adequarem às limitações impostas pela natureza, constantemente sofrem com tufões, tempestades, maremotos etc.
   Apesar das dificuldades, o povo dessa ilhota sabe sobreviver bem, sem ter que recorrer a guerras ou comércio com outras ilhas (que já seria quase impossível por causa do isolamento). O solo da ilha é totalmente aproveitado para a agricultura, e isso não quer dizer que foi necessária a destruição das florestas nativas para a construção de plantações, ao invés disso a população soube equilibrar bem a produção de alimentos e a sustentabilidade ambiental, talvez  porque esse povo sabe que com a destruição da natureza local seria impossível haver alimentos, e por tanto vida. Os locais de cultivo são inteligentemente selecionados de modo que não afetam a vida silvestre e conseguem se manter estáveis. É sabido que ao colonizar a ilha os primeiros habitantes trouxeram alguns suínos que utilizavam na alimentação, mas após algum tempo com o aumento da população, perceberam que os porcos consumiam muito alimento e produziam pouco comparado às prática agrárias, por isso a criação de animais foi banida da ilha. Outra fonte de alimento vital para a sobrevivência na ilha é a pesca, os nativos conhecem o mar ao seu redor como se fosse a sua casa. Todos os bens são compartilhados, a comunidade se esforça pelo bem comum, vivem em sintonia com a natureza e com o próximo, um ser alienado dito civilizado poderia chamar este exemplo de utopia por só enxergar a possibilidade de uma sociedade destrutiva e desigual.


   A outra ilha é maior. Não chega a ser grande mas tem um espaço considerável. Nela não se encontram grandes quantidades de árvores, nem de vegetação, coisa que deve ter existido no passado. Seus primeiros habitantes se dividiram em tribos e foram cada um para uma parte da ilha. Em determinado momento alguém resolveu iniciar uma atividade no mínimo curiosa, a de esculpir estátuas gigantes. Utilizando pedras vulcânicas cada clã queria construir um monumento maior do que o construído pelo outro, dessa forma a sociedade da ilha se envolveu em uma disputa acirrada. Para o transporte das enormes figuras de pedra eram utilizados troncos de árvores, praticamente toda a mão-de-obra era utilizada na produção e transporte dos chamados moais  que eram tidos como prioridade. Tantos ídolos foram construídos que a vegetação da ilha ficou escassa, então os clãs começaram a disputar a madeira restante se envolvendo em batalhas sangrentas. No final das contas ninguém ganhou pois a ilha foi devastada, houve um verdadeiro colapso social, e tudo isso por causa destas conhecidas figuras:
   As estátuas existem até hoje, a comunidade foi destruida. De modo inconsequente e por um motivo banal essa parcela da humanidade se auto-destruiu. Hoje, os ídolos construídos por eles são admirados no mundo todo. Isso mesmo, admiramos a imbecilidade de outros povos que reverenciaram  e causaram destruição por causa do que saiu das suas próprias mãos. Talvez por terem comportamento semelhante ao nosso...
   As breves histórias contadas aqui são verídicas. Provavelmente quem leu este texto já conhecia a segunda sobre a ilha de Páscoa, por causas dos famosos moais. A primeira é sobre o povo da ilha de Anuta.

Com qual desses dois povos nós, os "seres civilizados", nos parecemos?
                                                                                                                                   

sábado, 9 de abril de 2011

Século doentio

   Mais um dia se passa, em frente ao computador, navega por todos os sites, redes e blogs que estão ao alcance, não sabe nem o porque, só quer se divertir.
   De repente nota que perdeu mais um dia. Não se importa já está acostumando. Acostumando a perder sua vida? Isso não pode ser, depois irá se arrepender. Abre a janela, quer respirar uma ar fresco, só enxerga concreto, asfalto, concreto, asfalto e uma árvore sufocada, seria interessante haver um macaco naquela árvore. Se imagina em um lugar isolado, na mais pura sintonia com a natureza, uma queda d'água, um passarinho cantando à procura de um par, árvores frutíferas por toda parte, poder saborear a terra sem a amargura da alquimia humana. Respira bem fundo para melhorar a sensação, sem querer traga um cigarro. Cigarro? Não fumo! Estou no oitavo andar, não há como sentir uma baforada desta altura! Olha para baixo, o trânsito que não para, pessoas indo para onde não querem, lugares tristes,  mas buscam a felicidade, lembra que o ar de onde está não é puro, se sente em uma prisão, vai morrer com uma doença do novo século, lembra que deveria ir à academia. Já cansou de exercícios forçados que não trazem prazer, queria ser livre. Volta para o quarto, abre mais uma janela, desta vez uma virtual, está na Internet, pelo menos assim não se sente em uma prisão. Pronto, livre!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Era de se esperar...

   As nações que se auto intitulam civilizadas e resolvem seus problemas com bombas erraram o alvo, e ainda não querem pedir desculpas!

Otan se recusa a pedir desculpas por ataque a rebeldes líbios
(cuidado, conteúdo do PIG)

Bombas, bombas e mais bombas. Esse remédio possui muitos efeitos colaterais...

Por que prisão especial?

   Quem é pior um ladrão de galinha que rouba para comer ou um corrupto que já ganha um salário bem alto, mas não se contenta e rouba para ter mais?
  Infelizmente esse segundo tem vantagens até na hora de ir preso, vejam esta notícia:

Deputados rejeitam fim da prisão especial

   Por que será que eles rejeitaram?

Educação no Brasil

   O nosso país é uma potência! Não há outra palavra para o terceiro que mais cresce e que tem o sétimo maior PIB. Mas não temos cara de sermos uma. Grande parcela da população parece que ainda vive em uma país subdesenvolvido. Exportamos produtos primários, e importamos bens de capital produzidos a partir deles. Nossas universidades quase não recebem incentivo. A burocracia atormenta os pesquisadores e retarda suas pesquisas. Ainda não entramos na terceira revolução industrial, praticamente tudo que utilizamos de tecnologia, é vindo de fora ou é produzido aqui com tecnologia extrangeira.
   Isso tudo é resultado de uma política sem visão de futuro, que durante décadas foi regida por grupos políticos que só se preocuparam com seus nomes e bolsos (este último fator principalmente). Políticas conservadoras demais ou imediatistas que teimavam em manter o país numa economia agroexportadora e abriram a porta para capitais estrangeiros sem nenhuma proteção à indústria nacional. Mas sem dúvidas o fator que fez com que a nossa nação precise hoje importar mão-de-obra especializada, e uma terra onde ainda tem gente que mal sabe ler e escrever (não digo analfabetismo puro, também há o problema dos analfabetos funcionais), foi a falta de investimento na educação.
   A educação é simplesmente o investimento que mais dá resultados. Investir em saúde é necessário, mas uma população que tem uma escolaridade boa sabe lhe dar muito mais facilmente com qualquer tipo de doença, um país que forma um bom número de médicos e investe em saúde preventiva ( uma política educacional ) irá sofrer muito menos com doenças efêmeras como a dengue, ou qualquer outro tipo de enfermidade. Investir em segurança também é necessário, mas um país que tem um ensino público de qualidade, consequentemente está formando pessoas que tem outra opção de vida que não é o crime. Educação é prevenir, e isto é melhor que remediar.

   Triste é ver pessoas falando: o Brasil é um país de gente ignorante, o povo brasileiro só quer saber de festa. Essas pessoas estão extremamente equivocadas. O Brasil é um país de gente que não teve acesso a um ensino adequado, pessoas que terminam o ensino médio sem nenhum senso crítico, estando sujeitas às tentativas mais baixas de manipulação ideológica, e por isso se interessam mais por quem vai sair do reality show do que em quem vão votar na próxima eleição.  É por isso também, que em todo telejornal existem reportagens dizendo: sobram vagas no mercado-de-trabalho, falta qualificação.
   O ensino no Brasil, tem defeitos desde a pré-escola até o pós-doutorado. Mas como resolver isto?

 O pré-sal

   O nosso país só investe em torno de 4% do PIB com a educação, alguns grupos dizem que o ideal seria 10%. Mas deixando as percentagens de lado, o fato é que é investido muito pouco visivelmente. Mas agora o Brasil tem uma verdadeira mina de ouro. O dinheiro do petróleo extraído no pré-sal poderá ser muito útil para melhorar a educação brasileira, e deverá ser.

Planejamento

   Não é só com dinheiro que se faz um boa educação. É necessário que haja um comprometimento das autoridades de todas as esferas e níveis de poder para fazer com que o sistema educacional brasileiro funcione em sintonia. Combater o trabalho infantil também é importante, uma criança que trabalha não consegue estudar com dignidade, além disso, é necessário haver uma política de transporte escolar nos quatro cantos do país,  para que todo mundo tenha direito aos estudos. Sem falar que cada disciplina, cada livro a ser estudado deve ser aprovado por uma comissão, de preferência nacional. A estrutura das escolas também é primordial, os alunos devem ter o direito a práticas esportivas e artísticas realizadas em âmbito escolar. Para combater o desvio de verbas, principalmente no interior do país, que faz com que jovens estudem em escolas improvisadas, é necessário mais ação da polícia federal.

Valorizem o professor!

  É de se lamentar a falta de preparo e valorização que recebem os profissionais da educação neste país. Muitos deles ganham salários abaixo do que ganhariam se estivessem trabalhando às custas de um diploma de nível técnico, sendo que possuem nível superior (nada contra o nível técnico que é muito importante). Além disso, poucos vestibulandos se interessam pelos cursos de licenciatura. Situação oposta a da Coreia do Sul onde os melhores alunos sonham em serem professores, pois lá é uma profissão respeitada e valorizada, as políticas educacionais desse país o levaram a patamares tecnológicos e de qualidade de vida, muito superiores aos do Brasil.


   Enfim, não é só para crescer que um país deve investir em educação, o investimento em educação também serve para um país que queira resolver seus problemas. É claro que os resultados podem demorar um pouco para aparecer mas a pressa é inimiga da perfeição. Em uma guerra um país pode ter seus recursos roubados, parte de sua população morta, sua estrutura destruída mas uma coisa nunca irão roubar: a sabedoria de sua população.
 
Charge de Renato Machado, via Literatura clandestina



terça-feira, 5 de abril de 2011

Rede na bola



   O futebol. Quase todo brasileiro gosta de jogar uma pelada no fim de semana ou esticar o corpo no sofá e assistir a transmissão feita pela TV, quando pode vai ao estádio ver o seu time do coração de perto. Mais do que qualquer outro esporte, este faz parte da cultura nacional.
   Ninguém sabe ao certo porque o nosso povo escolheu o futebol, talvez por não precisar de muita coisa para ser praticado, já que as condições econômicas aqui não são favoráveis para a prática de outros esportes. Tudo que é necessário, é um lugar, não precisa ser plano, uma bola que pode ser de meia, capotão, de vôlei  surrupiada da irmã, ou qualquer objeto redondo e mais ou menos leve que encontrar, quatro pedras, chinelos ou garrafas pra formarem as traves, nem precisa de goleiro, quem nunca jogou golzinho? As crianças se divertem facilmente, vai ver é por isso que este esporte faz tanto sucesso no Brasil.
   Mas é claro que oportunistas de plantão não tardariam a tirar proveito do sentimento que o brasileiro tem pelo futebol, e lucrar às custas disto. Como não cabe todo mundo nos estádios, a transmissão através de mídias como o rádio e a televisão sempre foram uma das principais armas para atrair audiência. Acontece que aqui no nosso país, alguns grupos detêm (ou detinham) um forjado monopólio dos direitos de transmissão, e isso traz malefícios ao telespectador como a situação de estarem sendo transmitidas em duas emissoras diferentes o mesmo jogo. E os jogadores também sofrem, pois são obrigados a jogarem em um horário após o chamado "horário nobre", depois das 22:00 horas.

   Em 1987, a "briga" entre  CBF e os clubes que acreditavam estarem sendo prejudicados devido as negociações entre esta e a(s) emissora(s), fez com que surgisse o famoso clube dos 13 que passou a negociar diretamente os direitos de transmissão. O problema é que pelo visto nas negociações entre o clube e a(s) emissora(s) não esteve na pauta a preocupação com o público, mas somente com o lucro tanto de clubes como de emissoras. Esses fatos consolidaram a transformação do futebol em mercadoria, fato agravado pelo excesso de publicidade nas transmissões das partidas, como comerciais de cerveja e de chinelo.
   Recentemente, alguns dos principais clubes que fazem parte do clube dos 13 resolveram sair desta associação para negociar separadamente com os grupos da mídia. Aconteceu algo bom, agora não há mais um monopólio na transmissão dos jogos (pelo menos por enquanto), outras emissoras conseguiram negociar. Mas os oportunistas estão preparados e prontos para ficarem de novo "por cima da carne-seca".
   Sem uma associação entre os dirigentes dos clubes que seja independente de qualquer  outra organização, seja ela da mídia ou não, e que tenha na cabeça que o que move o futebol é o público e  este merece ser respeitado, a tendência é um futebol cada vez mais comercial, mero veículo de propaganda e especulação, sujeito a ser para sempre refém de monopólios da informação que ditarão as regras, que é claro vão favorecer o bolso de alguns, sem se preocupar com o divertimento da maioria.
   Ao telespectador, reduzido a consumidor, resta a esperança de um futebol como o dos velhos tempos, em que os principais assuntos eram as jogadas  marcantes do seu time do peito ou da seleção, e não quem vai para qual time custando quantos euros, ou qual  é a propaganda  que tem no ombro do uniforme de tal equipe.


segunda-feira, 4 de abril de 2011

Já não foi dito que estava tudo bem?

   Ao ver uma propaganda da coca-cola a gente se sente mais alegre não é mesmo? Parece até que o mundo é uma beleza.
   Vejamos este novo comercial e analisemos:


Acabamos de aprender uma série de coisas interessantes:

1- Há uma relação entre o número de pessoas que vão nascer no mundo e o número de pessimistas.
2- Se mais pessoas doarem sangue o problema da corrupção será resolvido.
3- 98% das latinhas de alumínio são recicladas no Brasil, e no resto do mundo? O Brasil é o maior consumidor deste produto? Quem quer saber...

4-  Se um tanque de guerra atacar o seu país, 131 mil bichos de pelúcia estarão prontos para te defender.
5- Na internet as pessoas preferem procurar os seus desejos e não o que realmente sentem,  o mundo virtual é uma válvula de escape para o mundo real.
6- Se conhece alguém perigoso que tem uma arma, tome 20 mil garrafas de coca-cola que a arma da pessoa irá sumir num passe de mágica, ou seja a coca-cola resolve os problemas do mundo.


   Ao meu ver existem dois tipos de otimismo: aquele otimismo que não deixa de ser realista mas carrega consigo a esperança de um futuro melhor, e o otimismo do tipo feche os olhos, beba uma coca-cola e tudo irá se resolver.

domingo, 3 de abril de 2011

E por falar em propaganda de cerveja...

Vejam só esse vídeo que está entre os mais vistos do you tube...

É o fim!!!!!!!!!!!!!Queria saber: quem faz estas piadas?

Demorei um tempo para entender o trocadilho, kkkkkkkkkkkkk

sábado, 2 de abril de 2011

Dois parágrafos, dois mundos

   Que beleza de mundo, não é mesmo? Ainda mais para nós que vivemos no Brasil! O nosso país é o terceiro que mais cresce no mundo e se consolidou como o sétimo maior PIB. Agora somos uma nação em que predomina a classe média, compramos televisores de LCD, computadores de todos os tipos inclusive portáteis, telefonia móvel já não é mais novidade a tempos, adotamos a TV por assinatura, tudo isso porque queremos viver na era da informação, onde sabemos de tudo o tempo todo, sabemos por exemplo que a democracia está aflorando no oriente médio, as pessoas viajam de um pólo ao outro em um mundo sem fronteiras, investem em ações, ganham dinheiro sem trabalhar, as culturas estão se unindo, aprendemos a aceitar as diferenças, estamos reduzindo o número de armas nucleares. A lua já não é um desafio, agora queremos Marte!

Enquanto isso...



   Com tanto dinheiro para investir, a educação no Brasil ainda engatinha, não temos nenhuma universidade entre as melhores do mundo, grande parcela da nossa população ainda não sabe ler nem escrever. Viramos uma nação movida pelo consumo. Nossa informação está poluída com todos os tipos de ideologias, sabemos muito, não entendemos nada. No oriente médio o povo luta pela democracia e é apoiado pela opinião internacional sobre o que acontece em alguns países, enquanto  algo parecido acontece em outros e esta mesma opinião finge que nada de grave está acontecendo e que a população não está sendo massacrada por regimes ditatoriais. Enquanto uns atravessam o mundo até mesmo em voos particulares, as vezes somente por turismo, outros arriscam suas vidas atravessando as fronteiras em direção aos países ricos à procura de uma vida melhor, por isso sofrem com a xenofobia imposta pelas populações  e pelos governos das nações "acolhedoras" do chamado mundo globalizado. As pessoas aplicam seu capital em empresas que exploram o trabalhador e o planeta, ganham dinheiro sem trabalhar, todos querem fazer parte do estilo de vida consumista estadunidense (se todos tivessem este estilo de vida, necessitaríamos de três planetas Terra), condenamos a pena de morte no Irã e fechamos os olhos para a pena de morte nos EUA, temos menos bombas nucleares, agora nosso planeta só pode ser devastado 19728737268712638762387628763 vezes (número ilustrativo), mandamos sondas a Marte para procurar água e vida e ainda morremos de sede ao passo que destruímos a vida do nosso próprio planeta. (Nosso?)


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Comerciais de cerveja

 ATENÇÃO! Esta postagem contém conteúdo ideológico que supostamente faz apologia aos regimes ditatorias de extrema-esquerda na América latina, se você faz parte do PIG não se empolgue...

 O que da na cabeça de alguém para escrever sobre comerciais de cerveja?
Procure a resposta você mesmo. Vamos ao que interessa.

   Ligue a TV, de preferência no horário considerado nobre devido aos índices de audiência, pois a programação de nobre não tem nada, aguarde os comerciais. O que você observa? Propagandas de carros, chinelos, compre, compre e compre, logo exista. A sim, achamos o que queríamos, uma propaganda de cerveja!
   Galera reunida no churrasquinho do fim de semana, mulheres, muita alegria, mulheres, loira gelada para descontrair, mulheres e, é claro, não vamos esquecer das mulheres.

   A ideia passada por essas propagandas é que o consumo de bebida alcoólica está intimamente ligado ao sucesso pessoal. Não importa se o álcool  vai destruir os neurônios, fazer o indivíduo chegar tarde em casa e brigar com sua família, ou causar cirrose. O que importa é vender, e para isso os marqueteiros tentam relacionar o consumo do seu produto ao bem-estar, apelando muitas vezes a artistas famosos que se vendem por uns trocados, pois não passam de mercadoria.
   Quando são impostas leis para moderar o apelo das propagandas, grupos da velha mídia atiram críticas  em direção aos órgãos reguladores tentando relacionar uma tentativa de incentivo à ética nos comercias a um ataque à liberdade de expressão. A liberdade de expressão é sim um direito, mas com ela vem o dever de saber se expressar com responsabilidade. Direitos e deveres, coisa básica.
   Enquanto os interesses de mercado estão acima dos interesses sociais na lista de prioridades, continuaremos tratando o  alcoolismo como mais um problema em que a solução está em ONGs que formam grupos de alcoólicos anônimos. O correto seria haver políticas no nosso país que ajudem a desensentivar  o alcoolismo que agride principalmente a estrutura social brasileira desencadeando diversos problemas, e para isso primeiro é necessário combater o incentivo a esta prática. Sem esquecer que proibir poderia só aumentar o problema.