Um país governado pelo parlamento. Ou melhor, um reino. Reino? Quer dizer que seus habitantes são súditos? Não. É um reino pois tem uma rainha, uma família real, que por algum motivo tem seus privilégios assegurados. Os reis antigos oprimiam, mas tinham até algumas responsabilidades, como assinar tratados, declarar guerras etc. Mas hoje, os monarcas desta unidade política denominada Reino Unido não passam de meros símbolos, não fazem nada e são idolatrados, protegidos e paparicados. A bajulação é tamanha que o local é chamado de "terra da rainha".
Mas, a admiração sem motivos por tais figuras ultrapassa a fronteira do tal reino. Prova disso é que você que está lendo este texto agora certamente sabe de um tal casamento de um príncipe e uma "plebéia". A imprensa do mundo todo, inclusive a nossa, teima em empurrar goela a baixo este tema que pode ser comparado a um inútil artigo de revista de fofocas. Não há relevância política, econômica ou social.
O que meio milhão de pessoas acham que vão ganhar presenciando o casamento destas outras pessoas? É incrível como nos preocupamos com coisas tão inúteis. Ou o cérebro das pessoas está realmente sendo apodrecido pela cultura imposta, ou há algum interesse obscuro por trás disso que é difícil de entender.
Vamos aos fatos: um príncipe que viveu num ambiente com inúmeras regalias, patrocinadas pelos cofres públicos do país dele, das quais eu nem posso imaginar, e uma mulher de "classe média", que de forma no mínimo cômica está sendo chamada de plebéia, resolvem casarem-se. Jornais, impressos ou não, revistas com nomes de produto de limpeza que consideram isto o "evento social mais importante do ano" ,começam a "noticiar" o fato. Humanos do mundo inteiro ficam: "-Oh! o príncipe vai se casar, não posso perder essa!" E é claro, a indústria da desinformação não poderia perder a chance. Rapidamente, sites, blogs e afins começam a anunciar que irão fazer a cobertura do evento.
No fim das contas eles vão viver o "felizes para sempre" que alguns dizem que merecem, e os bajuladores que perderam seu tempo incentivados pela mídia
Humildemente eu irei fazer um apelo para os poucos que vão ler este singelo texto: vamos nos preocupar com o que realmente preocupa e não com o que querem que você se importe. Largue a rotina das novelas, faça qualquer outra coisa, leia um livro, durma, vá visitar seus parentes e amigos, converse com seus filhos, com sua família. Não acompanhe só um noticiário, e sim vários se possível, lembre-se que todos tem um opinião embutida. Saia desta alienação que faz com que você se preocupe com algo que de maneira alguma irá afetar sua vida. Pondere sobre o voto na vida real e não no que eles dizem ser real (fique de olho). Siga a sua fé, e que ela seja boa, faça o bem ao próximo que ele fará a você, respeite quem merece ser respeitado e não quem é famoso por não fazer nada de útil para a sociedade.
Enfim, se alguém conseguir me explicar o motivo de tanta ansiedade para este casório, faça isto comentando abaixo, se possível.
Verdad, depois q eu descobri q casamentos não tem brigadeiro, eles perderam a graça. Não q eu goste de brigadeiro ou casamento, mas eles sempre combinaram pra mim. Não vejam o casamento do dono da Bretanha, lá não vai ter brigadeiro.
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