De repente nota que perdeu mais um dia. Não se importa já está acostumando. Acostumando a perder sua vida? Isso não pode ser, depois irá se arrepender. Abre a janela, quer respirar uma ar fresco, só enxerga concreto, asfalto, concreto, asfalto e uma árvore sufocada, seria interessante haver um macaco naquela árvore. Se imagina em um lugar isolado, na mais pura sintonia com a natureza, uma queda d'água, um passarinho cantando à procura de um par, árvores frutíferas por toda parte, poder saborear a terra sem a amargura da alquimia humana. Respira bem fundo para melhorar a sensação, sem querer traga um cigarro. Cigarro? Não fumo! Estou no oitavo andar, não há como sentir uma baforada desta altura! Olha para baixo, o trânsito que não para, pessoas indo para onde não querem, lugares tristes, mas buscam a felicidade, lembra que o ar de onde está não é puro, se sente em uma prisão, vai morrer com uma doença do novo século, lembra que deveria ir à academia. Já cansou de exercícios forçados que não trazem prazer, queria ser livre. Volta para o quarto, abre mais uma janela, desta vez uma virtual, está na Internet, pelo menos assim não se sente em uma prisão. Pronto, livre!
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sábado, 9 de abril de 2011
Século doentio
Mais um dia se passa, em frente ao computador, navega por todos os sites, redes e blogs que estão ao alcance, não sabe nem o porque, só quer se divertir.
De repente nota que perdeu mais um dia. Não se importa já está acostumando. Acostumando a perder sua vida? Isso não pode ser, depois irá se arrepender. Abre a janela, quer respirar uma ar fresco, só enxerga concreto, asfalto, concreto, asfalto e uma árvore sufocada, seria interessante haver um macaco naquela árvore. Se imagina em um lugar isolado, na mais pura sintonia com a natureza, uma queda d'água, um passarinho cantando à procura de um par, árvores frutíferas por toda parte, poder saborear a terra sem a amargura da alquimia humana. Respira bem fundo para melhorar a sensação, sem querer traga um cigarro. Cigarro? Não fumo! Estou no oitavo andar, não há como sentir uma baforada desta altura! Olha para baixo, o trânsito que não para, pessoas indo para onde não querem, lugares tristes, mas buscam a felicidade, lembra que o ar de onde está não é puro, se sente em uma prisão, vai morrer com uma doença do novo século, lembra que deveria ir à academia. Já cansou de exercícios forçados que não trazem prazer, queria ser livre. Volta para o quarto, abre mais uma janela, desta vez uma virtual, está na Internet, pelo menos assim não se sente em uma prisão. Pronto, livre!
De repente nota que perdeu mais um dia. Não se importa já está acostumando. Acostumando a perder sua vida? Isso não pode ser, depois irá se arrepender. Abre a janela, quer respirar uma ar fresco, só enxerga concreto, asfalto, concreto, asfalto e uma árvore sufocada, seria interessante haver um macaco naquela árvore. Se imagina em um lugar isolado, na mais pura sintonia com a natureza, uma queda d'água, um passarinho cantando à procura de um par, árvores frutíferas por toda parte, poder saborear a terra sem a amargura da alquimia humana. Respira bem fundo para melhorar a sensação, sem querer traga um cigarro. Cigarro? Não fumo! Estou no oitavo andar, não há como sentir uma baforada desta altura! Olha para baixo, o trânsito que não para, pessoas indo para onde não querem, lugares tristes, mas buscam a felicidade, lembra que o ar de onde está não é puro, se sente em uma prisão, vai morrer com uma doença do novo século, lembra que deveria ir à academia. Já cansou de exercícios forçados que não trazem prazer, queria ser livre. Volta para o quarto, abre mais uma janela, desta vez uma virtual, está na Internet, pelo menos assim não se sente em uma prisão. Pronto, livre!
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minino, qdo tu adquiriu esse lirismo todo?
ResponderExcluirnem parece o man'el da TM, que dava altos quebra em voce-sabe-quem
Nem te conto
ResponderExcluiro coentro traz efeitos que vc nem imagina
UAHSUHAUHSUHSAUAHSUHS
ResponderExcluirentao vo dexa o oregano de lado e usar coentro tbm
este é um texto que define facil, a vida da maioria das pessoas de nos dias de hj. Manel é poeta pós-moderno, sabe tudo este garoto.
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