sábado, 9 de abril de 2011

Século doentio

   Mais um dia se passa, em frente ao computador, navega por todos os sites, redes e blogs que estão ao alcance, não sabe nem o porque, só quer se divertir.
   De repente nota que perdeu mais um dia. Não se importa já está acostumando. Acostumando a perder sua vida? Isso não pode ser, depois irá se arrepender. Abre a janela, quer respirar uma ar fresco, só enxerga concreto, asfalto, concreto, asfalto e uma árvore sufocada, seria interessante haver um macaco naquela árvore. Se imagina em um lugar isolado, na mais pura sintonia com a natureza, uma queda d'água, um passarinho cantando à procura de um par, árvores frutíferas por toda parte, poder saborear a terra sem a amargura da alquimia humana. Respira bem fundo para melhorar a sensação, sem querer traga um cigarro. Cigarro? Não fumo! Estou no oitavo andar, não há como sentir uma baforada desta altura! Olha para baixo, o trânsito que não para, pessoas indo para onde não querem, lugares tristes,  mas buscam a felicidade, lembra que o ar de onde está não é puro, se sente em uma prisão, vai morrer com uma doença do novo século, lembra que deveria ir à academia. Já cansou de exercícios forçados que não trazem prazer, queria ser livre. Volta para o quarto, abre mais uma janela, desta vez uma virtual, está na Internet, pelo menos assim não se sente em uma prisão. Pronto, livre!

4 comentários:

  1. minino, qdo tu adquiriu esse lirismo todo?
    nem parece o man'el da TM, que dava altos quebra em voce-sabe-quem

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  2. Nem te conto

    o coentro traz efeitos que vc nem imagina

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  3. UAHSUHAUHSUHSAUAHSUHS
    entao vo dexa o oregano de lado e usar coentro tbm

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  4. este é um texto que define facil, a vida da maioria das pessoas de nos dias de hj. Manel é poeta pós-moderno, sabe tudo este garoto.

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